Reginaldo sempre teve o costume de sentar perto da porta. Quando pequeno, era fácil encontrá-lo brincando com os amigos. Na escola, era o primeiro a sentar assim que entrava na sala. Na vida adulta, seu lugar já era reservado perto da saída. E sempre foi assim, a vida toda.
João ia para o trabalho com pressa olhando o celular quando parou na frente de um prédio e lembrou de algo. Na verdade, lembrou de ter esquecido de algo.
Maria tinha um problema: toda vez que acordava de madrugada para ir ao banheiro, surgia em um lugar diferente ao sair do quarto e tinha que descobrir como voltar.
Mais uma final de campeonato terminava com um gol decisivo de Mateusinho. Custava a acreditar quando via a torcida usando a camisa com seu nome. Era exemplo para crianças no país todo. Sabia que o sucesso era fruto do seu esforço, talento e das oportunidades da vida. Mas tinha influência de algumas pessoas também.